Matemática na prática: aprendendo com tampinhas coloridas
Os estudantes do 2º ano C participaram...
Continue lendoA valorização das culturas afro-brasileira e indígena tem sido pauta constante na construção de uma educação antirracista no ambiente escolar, conforme estabelecem as Leis no 10.639/2003 e no 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e das culturas afro-brasileira, africana e indígena em todas as escolas do país.
Nesse contexto, no dia 3 de junho de 2026, as turmas dos 2o anos da Emeb Laura Fahl Corrêa participaram de uma atividade de Afronarração conduzida pela professora Joseni da Silva Cunha, especialista em Aprendizagem e Educação para as Relações Étnico-Raciais. A proposta teve como base a história Sabedoria, de autoria da própria educadora.
A narrativa encantou as crianças ao resgatar conhecimentos ancestrais dos povos indígenas e africanos, destacando tecnologias tradicionais de cuidado com a saúde e o bem-estar por meio do uso de ervas medicinais.
Durante a atividade, os estudantes foram convidados a compartilhar seus conhecimentos sobre algumas plantas utilizadas pela avó da personagem para auxiliar pessoas com diferentes necessidades de saúde. O envolvimento foi imediato: mãos erguidas, olhares atentos e manifestações entusiasmadas demonstraram o quanto a história dialogava com as vivências e as memórias afetivas das crianças junto aos seus familiares e pessoas mais velhas.
A Afronarração é uma metodologia criada por Kiusam de Oliveira, pedagoga, doutora em Educação, mestre em Psicologia e escritora reconhecida por suas obras voltadas ao fortalecimento da identidade e da autoestima de crianças negras.
Mais do que contar histórias, afronarrar é uma escolha política e pedagógica que mobiliza princípios ancestrais, conectando passado, presente e futuro por meio da oralidade. Essa prática fortalece o fio da palavra que une diferentes humanidades e modos de existir no mundo, contribuindo para a construção de relações mais respeitosas, plurais e inclusivas. Trata-se também de uma forma de resistência aos processos de colonialidade que sustentam o racismo estrutural.
Reconhecer e adotar práticas pedagógicas antirracistas é favorecer o acolhimento, o respeito e o sentimento de pertencimento de todas as crianças. Esse é um caminho essencial para a construção de um currículo comprometido com a equidade e com a promoção de uma educação de qualidade, democrática e inclusiva para todos.
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